A iminência de um conflito Global

Está nas capas dos maiores jornais: as ações do governo yankee têm levado instabilidade a uma escala global. Bem, isto não é novidade alguma, mas, desta vez, a situação aparenta ter chegado a um limite crítico.
O presidente yankee parece ter se voltado contra seus aliados que, neste caso, talvez possamos até chamar de marionetes. Em uma sucessão de ações sem o menor sentido, a Alemanha, por exemplo, desfez-se de suas centrais nucleares, deixou de comprar gás barato da Rússia e passou a importar GLP dos “Estados Unidos”. Na última semana, a bola da vez foi a Groenlândia, que passou a sofrer ameaças de anexação por parte do Tio Sam.
Vamos, através da história, recordar alguns fatos que levaram à Primeira e à Segunda Grandes Guerras no hemisfério norte.
Produtos alemães, mais baratos e de melhor qualidade, ameaçavam os produtos ingleses. O próprio selo Made in Germany foi uma criação ou imposição dos ingleses para marcar de forma negativa os produtos dos concorrentes. Um verdadeiro tiro no pé: hoje sabemos bem como tudo isso terminou.
A Inglaterra liderou a Primeira Revolução Industrial, mas os alemães lideraram a Segunda, sendo responsáveis por praticamente tudo aquilo que faz grande diferença em nossas vidas hoje em dia.
Outro dos pretextos da guerra foi a construção da ferrovia Berlim–Bagdá, além do assassinato de Francisco Ferdinando, entre outros fatores.
Já na Segunda Grande Guerra, na Europa, destacaram-se a política de anexações, o revanchismo, o nacionalismo e a brutal perseguição aos considerados indesejáveis. Ciganos e judeus foram, em ambos os conflitos, os bodes expiatórios. Pouco se fala da história dos ciganos, que sofreram todo tipo de barbárie e perseguições policiais antes mesmo do último grande conflito bélico.
Há ainda uma minoria cuja história é desconhecida pela maioria: refiro-me às Testemunhas de Jeová, que também foram alvo de brutalidades cometidas pelos regimes tirânicos na Europa.
Acho que já é possível perceber que o quadro apresentado acima é similar senão idêntico à situação atual. Digam: não foi acertada a decisão do Boletim dos Cientistas Atômicos?
Papo de Doomer
Era verão no Rio de Janeiro. Como é de se esperar, temos duas coisinhas: calor extremo e chuva extrema. Isso foi lá pelo ano de 2008. Eu estava regressando à minha cidade de Niterói (<3) quando o ônibus simplesmente desligou.
A chuva era tamanha que a principal avenida no centro, à beira do mar, estava completamente alagada. O motorista e os passageiros estavam conformados em ficar ali por algumas horas. Eu, entretanto, estava preparado. Toquei o sinal para abrir as portas, e isso despertou a atenção dos passageiros. Todos ali estavam pensando quem seria o louco de desembarcar naquelas condições. Acontece que a água já havia baixado o suficiente.
Abri minha mochila, vesti meu anorak, abri o guarda-chuva e, quando ia descer do coletivo, puxei um pouco as calças para cima. Tinha saído com as botas que o Novo Cenpes da Petrobrás havia me dado. Muitos no ônibus riram, uns comentaram que eu já saí de casa naquela intenção. Foi engraçado. “Sobrevivi” às águas do Rio.
Hoje, dentre o kit apocalíptico, tenho rádio a manivela/solar, baterias, rocket stove, muitas ferramentas e estoque para o que der e vier. Por estes lados, isso até foi uma imposição do governo. Não me levem a mal: eu não sou um destes preparadores, nem tenho papo de doomer, mas também não tô aí para virar camiseta ou entrar para estatísticas.
Pensar global, agir local
Foi com estas palavras que uma companhia de energia enviou uma publicidade para meu e-mail. Chocante como as empresas e determinados grupos antissociais resolveram tomar de assalto slogans e se apropriar até da forma que nos designávamos.
Hoje, aquele idiota argentino grita “viva la libertad, carajo”, se dizendo libertário. Outros patifes se dizem anarco-capitalistas. Os próprios neoliberais não têm nada de novo e de liberal. Estamos mesmo no século das desconstruções, porém de uma forma negativa.

O fenômeno não é novo.
A questão é: Como vamos nos organizar? Estamos preparados para o caos? Aonde ir e o que fazer?
São tantas perguntas de militante, são tantas incertezas.
Só há uma solução, a Organização Popular!
Na próxima postagem um tema mais leve né?
Fiquem com Léia "mendiga".
Comentários
Postar um comentário