Nenhuma pátria me pariu

 

Há 43 anos por algum acaso, sorte ou azar, acabei por vir a ser mais um neste grande pedaço de pedra que vaga por aí, e que alguns dizem ser dono. Por falar em astros, pedras que voam e coisas nada a ver, hoje Saturno estará mais brilhante.






Nesse longo caminho, de Nikity paras as zoropas nunca pude dizer que estive sozinho. A vida não foi fácil na década de 80 enormes desafios econômicos e tanta coisa que nos fez ficar um tanto quanto escaldado e que fizeram o couro virar carapaça. Por outro lado, a vida não foi tão mais fácil, sempre com as tais vicissitudes que o pai do Robinson Cruzoé o alertou, muito embora o marinheiro no caso tenha sido meu próprio pai.

Lembro de estar com Cristina ou Adelina enquanto minha mãe trabalhava, abaixo uma foto de como era meu quarto e Adriano :)

Muitas outras fotos como essa ficaram com minha madrinha Leonor




Cida e eu com minha espada justiceira!


I never was alone

Carta de Sabine

 
Com Sabine em Rheinland-Pfalz, uma mãe e professora.


Uma família de imigrantes muito numerosa, numa casinha humilde na zona metropolitana do Rio de Janeiro, num bairro onde todos zelavam uns pelos outros, as crianças eram "criadas pela comunidade", pelos avós, amigos. Toda vez que lembro do Barreto, penso que fomos privilegiados, estávamos à beira da Baía de Guanabara e da Capital Federal. 

A Companhia Manufactora de Tecidos de Algodão, que empregou milhares de trabalhadores e a Ponta d'areia berço da indústria naval brasileira, onde meus antepassados trabalharam.


Muralismo na Fábrica de tecidos

E o que responder quando alguém me dissesse "Volta para sua terra"? Bem, eu posso dizer que nunca saí dela, sempre estive aqui. Nas américas, ou na Europa, tanto faz, é óbvio que nossa família nunca passou daí, ainda que encontre alguns parentes na Oceânia : )

Há muitos anos um amigo mais velho disse que eu era um "cigano", quando disse que estava para vir para a Suíça, pois esta vida de cigano me fez conhecer tantas coisas e pessoas que no Barreto não seria possível. Sou feliz por ter feito inúmeros amigos por aí, do México ao Irã e China, indianos, tunisianos, argelinos, poloneses e alemães.  

Pensar Global, Agir local!

De lá pra cá nunca cessei minhas atividades, ainda que tenha reduzido de forma significativa, estive em quase todas as miniestações importantes, contínuo vivo e no jogo.

 

Ação direta, lá e cá

 












A barba e o cabelo denunciam, a areia escorreu rápido demais.

Não importa o lugar, já dizia Rosa, "quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem"




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