Um mês cheio de eventos quentes
No verão de 1896 em 14 de julho* nascia Buonaventura Durruti, um mecânico e ficaria mais conhecido pela sua atuação contra o fascismo. Em 1936 a CNT-FAI durante a revolução espanhola enfrentou esse mal que ressurge na Europa, o problema é que hoje não temos Durruti, Ascaso e Federica Montseny, muito menos uma organização de massas como a CNT.
Todos os eventos que estamos vivenciando são os mesmos que ocorreram há 86 anos, claro, podemos dizer que não são exatamente os mesmos. Imigração, crises, bandeiras falsas, guerras, e um inimigo ou melhor mais de um inimigo fabricado.
É a vez dos muçulmanos, ciganos, e "vermelhos", desta vez não é apenas a Espanha mas, Hungria, Polônia, Alemanha, Portugal, Inglaterra e na França, por mais incrível que isso pareça.
Um presente muito querido
de alguém igualmente muito querida.
As estampas da Revolução
No Rio pós 2013, a estampa de uma miliciana e no túmulo de Durruti.
Sacco e Vanzetti e a justiça burguesa.
Também em Julho mas no dia 14 de 1921 Nicolla Sacco e Bartolomeo Vanzetti, dois imigrantes anarquistas italianos foram condenados a morte e executados num processo fraudulento que só muitos anos mais tarde receberam desculpas. Ambos foram vítimas da xenofobia dos yankees, nenhuma prova apresentada foi avaliada e o juiz já tinha um veredito preparado.
Na ocasião da sua condenação Vanzetti proferiu as seguintes palavras:
"Sofro porque sou anarquista e realmente sou anarquista; sofro por ser italiano e realmente sou italiano. Sofro mais por minha família e por meus amores do que por mim mesmo. Mas estou tão convencido de estar do lado da razão que vocês só podem matar‑me uma vez — se pudessem executar‑me duas vezes, e eu pudesse nascer duas outras vezes, viveria de novo para fazer tudo o que já fiz.”
Amanhã lembramos Carlo Giuliani
Carlo foi um dos manifestantes anti-globalização violentamente atingidos na Italia em razão da reunião do grupo dos 8, que reuniam as 8 maiores economias do mundo. Foi atingido por um tiro de pistola dado por um carabinieri, seu corpo foi ainda atropelado pelos veículos desses assassinos.

Jamais esquecer, jamais perdoar.
Hoje, contudo, continuamos crendo que "Outro mundo é possível", apesar de tanto retrocesso, tanto avanço das ideias neoliberais e o triunfo da globalização no mundo.
Há alguns dias li que havia mais de 200 mil casas sem ocupação no país, elas não estão nem a venda e nem disponíveis para alugar, ao passo que o Airbnb e outras empresas dominam o mercado.
É tão inacreditável, mas um dia destes um amigo me disse que a Uber, uma empresa de viagens que sequer possui um único carro, valia mais que a Petrobrás. Era esse presente distópico que o jovem Giuliani lutava quando foi assassinado com um tiro na cabeça.
O genocídio na Palestina ocupada
Continuamos com nossa vigília as sextas-feiras, e no sábado fizemos um ato para lembrar das crianças mortas no genocídio. Os números falam em 300 mil pessoas mortas e 70% deles crianças e idosos, mesmo nesse momento Israel acabou de assassinar 100 pessoas que estavam numa fila em busca de alimentos.
É uma estratégia macabra de oferecer farinha para uma população faminta e bombardea-los na fila. Temos feita toda pressão nos governos para que rompam completamente com o Estado Racial.
A Petrobrás por meio da Shell continua a fornecer os insumos para que o holocausto de crianças continue.
Do meu lado estou 100% em conformidade com o BDS e não compro nenhum produto que venha do Estado Sionista. Instalem a App "no thanks" e juntem-se nessa campanha para derrotar os inimigos da humanidade e o neo-colonialismo no século XXI.
Lutas do dia a dia
Essa iniciativa saiu da reunião do nosso coletivo, uma necessidade de treinar as pessoas diante das ameaças que a extrema-direita vem impondo. Passamos Silat, Kali, boxe tailandês, dumog etc.
Organizar a Ação Anti-fascista é a palavra de ordem!
Faço das palavras de Marighella as minhas:
"“...Cada um deve aprender a lutar em sua defesa pessoal, aumentar sua resistência física, saber orientar‑se em terra ou no mar, viajar a pé, transpor obstáculos em terrenos acidentados, subir ou descer por escadas e barrancos"
Eu e Léia por aí aproveitando os últimos dias de Sol
*26 de Julho Gaetano Bresci, um capítulo que creio mereça até uma postagem.
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