Contagem regressiva para o equinócio da primavera

 Estamos quase lá

Falta pouco para esse frio danado ir embora, hoje removi as proteções das janelas e portas. O grande astro agora ilumina todo o quintal, já se pode andar sem camisa e de bermudas por ai. O gramado parece estar se recuperando da besteira que fiz de cortá-lo tão baixo e pior, com nylon. 

O damasqueiro é meio precoce, dá flores antes das folhas

As árvores já dão as primeiras folhas, ainda que timidamente e os insetos da Estação já deram as caras, quem me conhece bem sabe que eu odeio moscas, para mim é dos insetos mais desprezíveis da natureza, pior que baratas e outras pragas urbanas, a mosca tem o incrível dom de voar e usa isso para infernizar as nossas vidas. As moscas de cá são ainda piores, elas não nos temem e parecem ter até mesmo uma postura agressiva e intimidatória, elas voam no seu rosto se for preciso. 

É por isso que eu dizimo impiedosamente esse flagelo da humanidade, aqui em casa instalei armadilhas, veneno e repelentes. 

Os caramujos/caracóis sempre infestaram este terreno, acabei também com esses malditos usando até meios naturais. Para meu inferno vieram no seu lugar as lesmas, considero ainda mais asquerosas que os caracóis, estes últimos pelo menos têm aquela casinha, mas eu não tenho pena do mesmo jeito, esmago ou ponho sal sobre eles que borbulham. Que maldade!

Por fim as formigas, essas a gente tem até uma certa simpatia não é mesmo? Laboriosas, incansáveis, preparam-se para o inverno. Cultivam outros insetos como nós cultivamos as vacas, elas as formigas extraem do pulgão uma espécie de nectar que lhes serve de alimento. Já o maligno pulgão suga a seiva das minhas plantas, e por isso mato também as formigas, responsáveis pela sua segurança e mobilidade.

Enfim, vem o calor, esse é o ônus, o bônus é poder ir a rua dar uma volta com essa chatinha sem precisar vestir a roupa de astronauta.


Sim, nós vamos passear

Início do ano também significa burocracia estatal, impostos, taxas, multas, renovações.
A tecnologia avança a cada dia, mas parece que nada muda quando o assunto é imposto de renda.
Enquanto o Estado corre atrás da manjubinha os tubarões nadam de "braçada". 

Há um tempo conheci um sujeito que sonegava impostos, o fisco bateu a sua porta em uma ocasião. 
O fiscal então disse que ali tinha alguma coisa errada, mas que não sabia identificar ou explicar o que era. O sujeito permaneceu calado quando o agente estatal perguntou: Como é que você faz isso? 
O sonegador respondeu: Eu cobro uma consultoria para isso... A conversa terminou ali.
 
O Estado e o gato


Observem eu não sou sonegador, acho até que essa máquina tem que se movimentar de alguma forma, é claro, na minha corrente de pensamento temos até mesmo uma proposta superior para isso, mas esse não é o momento para falar. Conclusão, acho mesmo que eles criam essa coisa toda para nos manter ocupados, estressados, sei lá, ou querem dar a impressão de que estão fiscalizando as coisas.

Uma vez um fiscal da receita me questionou sobre um rendimento que eu recebia do estrangeiro, acreditem foram 1,26 reais, a soma dos royalties pagos pelo meu livro, que pus o menor preço pois minha intenção era dar de graça. 

O verme e o inseto

Zé Lensque levou uma escovada do homem laranja, acredito que todos tenham visto. Lembro-me que o arrogante ucraniano ignorou o acordo sino-brasileiro. Para piorar debochou do Luis Inácio e desferiu suas farpas à China.

Pois então, é aquele ditado "mais vale um pássaro na mão do que dois voando". O povo ucraniano paga a conta pela trapalhada do seu líder que diga-se de passagem está envolvido nos Pandora Papers.  

Isso me lembrou um livro "A Esquerda Militar no Brasil" que eu cismo em achar que foi escrito por Werneck Sodré, mas que não foi. Este livro conta uma parte da campanha catastrófica do Brasil no Paraguai. A corrupção galopante que desviava o dinheiro até da compra dos cavalos, os voluntários da pátria foram na base do pangaré. 

A guerra vai chegar ao fim, vidas serão salvas e vida voltará aos trilhos.




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