8 de Janeiro - La Journée des dupes e a doença coletiva
Há exatos dois anos estava voltando da Polônia quando diversas mensagens pipocavam no meu telefone, eram amigos curiosos para saber o que se passava no Brasil. Eu mesmo não fazia ideia e vi nas telas do aeroporto uma enorme confusão em Brasília, a turba da direita havia dizimado várias repartições públicas.
Estes fanáticos começaram sua radicalização muitos anos antes e, com o uso de redes sociais se agruparam num bando muito numeroso, inclusive com grande apoio de setores burgueses. Foi a primeira vez que vimos a mistura de política, religião de tal forma que os "jihadistas" brasileiros partiram para o tudo ou nada. A reação do Estado foi muito forte, centenas foram presos.
Estes estúpidos foram enganados pelas redes sociais e acreditavam que derrubariam o Estado soltando fogos e defecando nas repartições públicas.
No momento que escrevo esta postagem a Meta (Companhia do Facebook) decidiu por retirar a função de checagem dos fatos, com isso os usuários estão livres para compartilhar as maiores barbaridades, uns por ignorância outros por mau caratismo.
No momento que escrevo esta postagem a Meta (Companhia do Facebook) decidiu por retirar a função de checagem dos fatos, com isso os usuários estão livres para compartilhar as maiores barbaridades, uns por ignorância outros por mau caratismo.
Estamos no século XXI (As vezes temos que afirmar o óbvio) e ideias como a Terra Plana só voltaram a serem discutidas com o advento das redes sociais, é claro que em qualquer lugar onde "Judas perdeu as botas" obscurantistas, medievalescos animais ainda acreditavam nesta hipótese ridícula.
Uma curta leitura dos principais jornais brasileiros já basta para que qualquer uma pessoa conscienciosa entre em depressão. Os temas pueris, a repetição de temas e a manipulação desses grandes conglomerados da desinformação, deve ser a causa da doença mental coletiva que afeta muitos de nós.
Uma pesquisa na internet e descobri que os brasileiros são recordistas mundiais no consumo de Rivotril, além do que muitos outros usam medicações concomitantemente, Diazepam e Zolpidem entram nesse combo.
Uma pesquisa na internet e descobri que os brasileiros são recordistas mundiais no consumo de Rivotril, além do que muitos outros usam medicações concomitantemente, Diazepam e Zolpidem entram nesse combo.
Arrisco dizer que nove em cada dez brasileiros vive atemorizado pela violência urbana, mesmo aqueles que nunca foram vítimas. É algo trágico e mais, lucrativo. Felizmente nunca tive medo da violência, nunca recorri a nenhum barbitúrico ou ansiolítico, mas sei que faço parte dessa minoria.
Soube por meio dos jornais que um famoso casal perdera um filho recentemente, um aborto espontâneo, os papais do ano resolveram publicar a foto do feto abortado nas redes sociais, claro para gerar um engajamento.
Meus amigos, não gostaria de trazer-vos pessimismo, mas diante de todos os fatos concluo que a situação deve piorar e muito. Há pouco menos de um mês decidi fazer uma pausa ou retirada das redes sociais, o Facebook já não usava, o Instagram descontinuei. Acredito que se queremos nos salvar dessa alucinação coletiva, o primeiro caminho é boicotar esses veículos de desinformação, ou fazer uma análise crítica do que se está consumindo.
Há algum tempo instalei uma extensão no Edge/Chrome que bloqueia notícias do BBB, recomendo que façam o mesmo, evitem as redes sociais e se possível boicotem a Meta e o X do Elon Musk, este último é o esgoto da humanidade.
Eu do meu lado vou aqui nessa luta para não cair nas garras da Big Pharma, da Igreja ou da polícia 😉
Ps: Contando com que essa chuva passe, pedalar uma bicicleta que não sai do lugar não é muito a minha praia.




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